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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Período Sabático: você sabe o que é e para que serve?

Quem nunca pensou em dar uma pausa na rotina, no trabalho e na vida corrida e se dedicar por um tempo a um projeto pessoal, a uma viagem há muito sonhada ou a uma temporada de puro ócio?

Então afinal, o que é o período sabático?
Um período sabático faz parte dos planos de muita gente, mas poucos são aqueles que o colocam em prática. Na maioria das vezes, por acharem que se trata de algo inacessível – tanto do ponto de vista prático quanto do financeiro. Mas mesmo no Brasil, onde o conceito ainda não é tão difundido, a experiência mostra que uma pausa pode ser totalmente viável – e transformadora.

Você sabe o que é o período sabático?

“Um tempo para si mesmo é fundamental e muitas pessoas o tratam como se fosse um grande luxo. Não é. É saudável descobrir-se outra vez, pensar sobre decisões a serem tomadas, sentimentos a serem vividos”, diz a psicóloga intercultural Andréa Sebben. O afastamento sabático surgiu nas universidades, que passaram a conceder licenças de um ano a seus professores a cada seis lecionados. Não demorou para o conceito ser incorporado pelo mundo corporativo como um benefício que a empresa dá a executivos com determinado tempo de casa. Ao fim do intervalo, é assegurado o retorno ao cargo.

Como no Brasil quase nenhuma empresa tem uma política com relação ao período sabático, cabe ao funcionário negociar sua vaga ou pedir demissão. Mas é preciso não confundir o sabático com férias. Ele é determinado por um projeto pessoal que nem sempre está ligado ao descanso e ao ócio. O período tem que partir de uma motivação pessoal: seja repensar a vida, resgatar o sonho de estudar fotografia, trabalhar com crianças carentes da Ásia ou até conhecer o mundo. E, diferentemente do que muitos pensam, nem sempre precisa durar um ano. “Mas o tempo necessário para produzir mudança. A duração vai depender de cada objetivo”, afi rma Herbert Steinberg, autor do livro Sabático – Um Tempo para Crescer.

Para saber qual é o melhor sabático para você, conheça alguns exemplos:

• A fotógrafa Roberta Goldfarb e seu marido decidiram passar dez meses viajando por 26 países. “Incluímos no roteiro especialmente lugares onde será difícil voltarmos com nossos filhos, da África do Sul a Zanzibar”, diz ela. A experiência rendeu o blog Relicário (www.relicario.etc.br), em que eles contam suas impressões, dos preparativos à saudade que tiveram.

• O executivo Ciro Kawamura trocou altos cargos em empresas de telefonia e serviços por períodos de ócio. O que, para um workaholic como ele, não foi nada fácil. Teve dois sabáticos e, para ambos, pediu demissão. Aproveitou o tempo para fi car em casa, programar a aposentadoria, aprender a surfar e fazer pesquisas para abrir um negócio no futuro. Para tirar um sabático, é importante “ter reservas, controlar a ansiedade e não sentir culpa”, conforme ele conta no Guia Fuja por Um Ano (Publifolha).

Você sabe o que é o período sabático?

• Já a jornalista Luíza Salmon (antevasina.wordpress.com) tinha acabado de se formar quando surgiu o trabalho em uma ONG em Jacarta. Não pensou duas vezes e passou oito meses “tomando banho de caneca, ganhando pouco e vivendo uma situação quase impossível”, como descreve. “Viajei pela Indonésia, Tailândia, Camboja, Vietnã e Laos. Nunca imaginei que pudesse viver algo tão diferente e inspirador.” Aliás, todo sabático é possível, se bem planejado. Vire a página e saiba como programar o seu. Rafael Tonon

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Período sabático é raridade no Brasil

Três meses, seis meses ou um ano, a concessão de um período sabático para os colaboradores ainda não é uma prática comum no mercado de trabalho brasileiro.

A concessão de um período sabático para os colaboradores ainda não é uma prática comum no mercado de trabalho brasileiro. Apenas 8,4% das companhias oferecem essa “licença” ou pausa para seus funcionários, e 73,3% não oferecem o benefício, segundo levantamento realizado pela Robert Half, empresa de recrutamento especializado. O índice de desconhecimento sobre a prática do benefício também é alta: 18,2% dos entrevistados sequer sabem se sua empresa concede – ou não – a licença.

“Esta prática não é muito difundida por aqui e, infelizmente, pouca evolução se viu em relação a isso“, comenta William Monteath, diretor de operações da Robert Half no Rio de Janeiro. O executivo afirma também que existe muita insegurança por parte do próprio profissional em tirar esse período de licença, por medo de perder seu cargo, de ser visto como pouco comprometido ou de ficar, de alguma forma, defasado em relação aos colegas.

Para Monteath, a prática do período sabático pode não ter “pegado” no Brasil por conta da grande preocupação dos profissionais em prejudicar, de alguma forma, a produtividade da empresa. Sem falar na limitação de recursos das equipes no Brasil e em outros países da América Latina, por exemplo. “Nos Estados Unidos e na Europa, que são mercados mais maduros, a visão é de longo prazo, enquanto no Brasil, ainda é de curto”, aponta o executivo.

Você sabe o que é o período sabático?

E se a moda pegar?

A pesquisa revela que 70,1 % dos entrevistados dizem que concederiam o benefício (de no mínimo seis meses) aos membros de sua equipe, e 86% gostariam de desfrutá-lo. Aproveitar a oportunidade para se qualificar profissionalmente é apontada com a principal vantagem do período sabático, segundo 73% dos entrevistados, seguida pela oportunidade de desenvolver projetos pessoais (66,7%) e ter tempo para o autoconhecimento (48,6%).

Por outro lado, 57,1% dos executivos identificam o risco de perder o cargo como a principal desvantagem do período sabático, seguido por ser visto pelos colegas como alguém pouco comprometido com a equipe (52,3%).

– Vale a pena ver e ler também:


Sabático, mas com projeto. – http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/sabatico-projeto-692107.shtml

Aprenda a negociar um período sabático – http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/especial-educacao-internacional-aprenda-negociar-periodo-sabatico-634202.shtml

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

14 hábitos que te deixam mais rico

Dinheiro não cai do céu. O caminho para a riqueza, seja para obter um padrão de vida que inclua mansões e iates ou apenas para viver de forma confortável, exige muitos esforços e, principalmente, disciplina.
Hábitos simples podem fazer a diferença na hora de construir um patrimônio para a vida inteira. Veja alguns deles a seguir.
Gastos diários com refeições fora de casa, festas, roupas, etc. podem ser nocivos para as finanças ao ocupar, no orçamento doméstico, o lugar de investimentos e economias que tenham efeitos duradouros.Gastar uma parcela representativa da renda com lazer com o intuito de recompensar a si mesmo por mais um dia difícil de trabalho pode prejudicar o futuro de quem compra o que deseja, e não o que precisa.
"Quem vê gastos pequenos e frequentes como conquistas que o incentivam a continuar a trabalhar está conquistando pouco", diz o consultor financeiro Mauro Calil. "As justificativas emocionais devem ser trocadas por decisões racionais". 
2. Gaste menos do que ganha
Mesmo alguns milionários, que têm maior flexibilidade no orçamento, em alguns casos levam uma vida mais simples do que a sua renda permite. Dessa forma, é possível continuar a enriquecer, pois a folga no orçamento pode ser destinada aos investimentos e reservas financeiras.
Isso não significa que o padrão de vida não se deve ser elevado conforme a renda aumenta, apenas mostra que é necessário ter equilíbrio. 
Em caso de aumento do salário, por exemplo, Mauro Calil recomenda destinar metade do dinheiro que será recebido com o incremento na renda para consumo e despesas do mês e a outra metade para investimentos e a formação de uma reserva financeira.
Assim, é possível economizar e elevar o padrão de vida ao mesmo tempo, diz o consultor financeiro. "Essa estratégia pode ser aplicada sempre que a renda do investidor aumentar". 
3. Calcule se você pode pagar pelo que compra
Ao parcelar compras o consumidor deve ter consciência de que as parcelas mensais devem ser pagas rigorosamente em dia para evitar o pagamento de juros.
Para assegurar que a aquisição não coloque em risco a saúde do orçamento no futuro, é necessário monitorar os pagamentos e não comprometer mais do que 20% da renda líquida do mês com o crédito.
"É recomendável evitar financiamentos e preferir pagar as compras à vista", diz o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Samy Dana. 
4. Tenha paciência
Nas palavras do megainvestidor americano George Soros, enriquecer é um processo enfadonho. Geralmente, grandes fortunas não são construídas da noite para o dia. Quanto maior o planejamento e o prazo para investir, maiores e mais sólidos tendem a ser os ganhos.
"Quando o objetivo é enriquecer, todo mundo quer ser a lebre ou a cigarra retratatadas em fábulas infantis, que trabalham pouco e desfrutam dos benefícios. Mas é preferível ser a formiga ou a tartaruga, que se esforçam e demoram mais para atingir suas metas", diz Mauro Calil.
Segundo o consultor financeiro, investimentos fáceis e rápidos costumam ser caracterizados por picos de ganhos, que podem ser seguidos por um período longo de dívidas, resultantes de eventuais prejuízos. Já os investimentos menos arriscados, que não possuem promessas de retornos absurdas, podem não gerar um rendimento tão alto, ou imediato, mas são mais garantidos.
5. Busque se livrar das dívidas
Os altos juros cobrados no Brasil podem destruir o patrimônio de quem fica inadimplente. As taxas podem dobrar o valor das dívidas em um ano, caso o consumidor utilize o cheque especial, por exemplo. Portanto, eliminar as dívidas devem ser sempre uma prioridade.
Samy Dana recomenda que o consumidor evite cair na cilada de acreditar que, se as parcelas cabem no bolso, o financiamento é barato.
"O crédito só deve ser usado em caso de emergência ou necessidade, como no caso da compra de um veículo que será utilizado como ferramenta de trabalho", diz o professor da FGV. 
6. Use o tempo a seu favor
No caminho para enriquecer, o tempo oferece vantagens.
Caso o investidor opte por aplicações de renda fixa, os rendimentos serão maiores e as alíquotas de imposto de renda menores ao deixar o dinheiro render por mais tempo. 
O prazo de investimento longo também é um aliado das aplicações de renda variável, como as ações.
"Um período mais longo torna possível investir em uma empresa que está passando por uma crise mas que tem potencial para crescer, cujas ações estão baratas, mas podem oferecer maiores ganhos no futuro", diz Samy Dana.
7. Entenda que dinheiro não compra felicidade
Enriquecer sem objetivos não é garantia de uma vida com realizações. Para que os investimentos e as economias façam sentido, é necessário ter objetivos financeiros no curto, médio e longo prazo. 
Dessa maneira, é possível direcionar esforços e evitar gastos desnecessários, impulsionados por frustrações que podem comprometer o orçamento no futuro. 
8. Tenha consciência de que imprevistos acontecem
Como é impossível prever o futuro, é necessário se prevenir para que as finanças não saiam do controle caso ocorram imprevistos, como uma situação de desemprego, ou uma doença na família.
Samy Dana recomenda formar uma reserva financeira, com aplicações de médio e longo prazo, com o intuito de pagar gastos inesperados. Nessa reserva, também chamada de colchão financeiro, é recomendável ter uma quantia que equivalha à soma da renda de pelo menos seis meses de trabalho.
As aplicações devem permitir que o dinheiro possa ser facilmente resgatado e sem a cobrança de penalidades altas. O ideal é diversificar o valor da reserva de emergência entre aplicações extremamente líquidas, como a poupança, e outros investimentos de renda fixa menos líquidos, mas que não sejam arriscados, como CDBs, fundos de renda fixa e títulos públicos. 
9. Não se iluda com pessoas que enriqueceram da noite para o dia
É comum associar a riqueza a ganhos fáceis, diz Mauro Calil. "Todo mundo sabe quando o atleta é campeão, mas ninguém vê que ele treinou 12 horas por dia para atingir este objetivo". 
O consultor financeiro recomenda não transformar casos raros, como de empresários que tiveram ideias brilhantes e enriqueceram de forma rápida, como regra. "A melhor maneira de construir um patrimônio financeiro sólido é trabalhar", afirma Calil. 
10.  Não tenha medo de pensar grande 
A ambição pode ajudar a enriquecer ao manter o investidor mais motivado e envolvido, na visão de Mauro Calil. 
Para o consultor financeiro, grandes metas mantêm a vontade de perseguir objetivos financeiros. Quem pensa grande não deve temer frustrações. "O investidor pode não conseguir chegar até a sua meta, mas no mínimo vai chegar mais longe", diz. 
11. Aprenda a administrar o dinheiro
É importante aprender a gerenciar o próprio patrimônio, para que as decisões não sejam sempre terceirizadas. Ao entender como administrar o patrimônio, é possível filtrar conselhos ruins e manter bons hábitos financeiros diariamente, sem depender de outra pessoa.
Fazer as aplicações corretas e utilizar as ferramentas adequadas é apenas uma pequena parte do processo, diz Mauro Calil. "O mais importante é saber controlar emoções para evitar gastos desnecessários". 
12. Faça o que gosta
Se sentir realizado no trabalho pode ser importante na construção de um patrimônio financeiro. O envolvimento incentiva o crescimento na carreira.
Gostar do que faz também afasta frustrações, que podem levar a gastos indevidos, diz Mauro Calil. "Trabalhar no que interessa exige menos esforços do que trabalhar apenas para pagar as contas no final do mês".
13. Vá atrás do dinheiro
Aplicar o dinheiro no banco no primeiro produto que aparece pode até gerar uma falsa sensação de dever cumprido, mas não é suficiente para fazer com que o patrimônio cresça.
É necessário monitorar de forma ativa os investimentos e comparar, periodicamente, os rendimentos oferecidos por diversas instituições financeiras. 
A pesquisa pode incluir, além de grandes bancos, bancos médios e bancos de investimentos, onde aplicações de até 250 mil reais também são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no caso de falência da instituição financeira. 
14. Invista em si mesmo
Especialistas recomendam investir em aplicações financeiras, mas, principalmente, em si mesmo. "Quem tem maior nível de educação costuma ganhar maiores salários, o que é essencial para sustentar o patrimônio no futuro", diz Mauro Calil. 
Em outras palavras, pode valer mais a pena investir em um curso no exterior, que pode revolucionar a carreira, do que investir os recursos em uma aplicação financeira.
Ainda que uma aplicação possa trazer retornos mais palpáveis inicialmente, seu potencial é muito mais limitado do que um investimento feito na carreira, cujos retornos podem não ter limites.